O POVO ESCOLHEU BARRABÁS

por Marcus Fabiano

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Quem não paga dízimo
está roubando de Deus.
Edir Macedo

BARRABÁS E O BISPO

a ligeireza
das pletoras
mais avulta
o seu cariz
de fagulha
apocalíptica:
a opulência
das auras rotas
assestava
só mentiras

apoteóticas
e em operoso
desassombro
arrebanhavam
pobres de espírito
em sermonários
de esquematismos:
de porco e alma
o corpo é lama

e só ladravam
aos domingos
os evangelhos
de um bispo
cleptomaníaco
que a Barrabás
esse salmo
atribuíam:
entre o abraço
e o mãos ao alto
a cruz te diz
aceita-me
que te safo.

* * *

TELEJERICÓ

belzebus
sulfúricos
e pragas
egípcias:
ameaças
horríssonas
arrepiando
pela espinha

todas elas
reforçadas
por prédicas
rebarbativas
amplificando
por cine & TV
a ira divina

novos óvnis
para ovinos
de inapetência
soporífera:
Hades dessas
e de outras
cercanias.

.

.

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